Estacionamentos

A vaga já está parada.
Agora ela vende energia

O motorista deixa o carro de uma a quatro horas e paga para isso. Um carregador AC de 7 kW transforma essas horas em receita sem obra na concessionária e sem trocar o padrão de entrada.

O erro que custa caro

A conta não é a potência do carregador. É o tempo que o carro fica lá

Quase todo estacionamento começa pela pergunta errada. A primeira pergunta costuma ser “qual a potência?”, e a resposta intuitiva é “a maior que couber” — carregador rápido, DC.

Um carregador só entrega energia enquanto o carro está plugado. O teto do que você pode vender não é a potência do equipamento: é a permanência. Trocar um AC por um DC não faz o carro ficar mais tempo e não faz o motorista comprar mais energia — ele compra o que a bateria precisa e vai embora.

Carregador rápido é para quem está de passagem: rodovia, posto, corredor entre cidades. Estacionamento é o oposto — é o lugar onde o carro fica parado de propósito.

Três horas na vaga

21 kWh

É o que um carregador de 7 kW entrega nesse tempo — mais do que a maioria dos motoristas consome num dia inteiro de uso urbano.

SegmentoPermanência médiaEnergia entregue a 7 kW
Supermercado30 a 45 min3 a 5 kWh
Restaurante1 a 2 horas7 a 14 kWh
Estacionamento1 a 4 horas7 a 28 kWh
Hotel8 a 12 horas56 a 84 kWh

O raciocínio completo, com a comparação de custo aberta, está em por que AC de 7 kW rende mais que o carregador rápido.

AC ou DC

A linha que costuma decidir a discussão

Carregador DC não atende híbrido plug-in. Nenhum deles tem entrada de corrente contínua. Instalando só DC, você exclui de 30% a 40% dos carros eletrificados que circulam hoje, inclusive os modelos mais vendidos em frota corporativa.

O equipamento AC custa R$ 2.290 a R$ 4.990 e não exige trifásico industrial. O DC custa de dez a vinte vezes mais para entregar a mesma energia em menos tempo, num lugar onde ninguém tem pressa. O retorno típico é de 6 a 18 meses no AC contra 3 a 5 anos no DC.

Se o seu caso é de passagem e não de permanência, a conta muda — veja carregadores DC.

Por que AC em estacionamento

  • Atende 100% da frota plug-in — elétricos e híbridos
  • Não exige entrada trifásica industrial nem obra na concessionária
  • Medição por sessão, para cobrar por kWh
  • Balanceamento dinâmico de carga quando vários carregam ao mesmo tempo

Como o dinheiro entra

Do QR Code na vaga até a NFS-e

  1. Escaneia o QR CodeO motorista aponta a câmera para o adesivo na vaga. Abre o Pay Blue ou o WhatsApp, sem instalar app e sem cadastro.Motorista
  2. PagaPIX ou cartão de crédito, direto na tela ou no chat.Motorista
  3. A recarga iniciaO carregador libera sozinho assim que o pagamento é confirmado.Automático
  4. NFS-e e repasseA nota sai no nome do motorista e o valor entra na conta do estabelecimento.Plataforma
O motorista paga antes de a recarga começar. O estacionamento não precisa operar caixa, cadastrar cliente nem emitir nota manualmente — quem opera define o preço e acompanha o resultado pelo painel.

O que o operador controla

  • Define o preço por kWh no painel
  • Acompanha sessão por sessão: quem, quando, quantos kWh, quanto entrou
  • Recebe o valor menos 10% de taxa (cartão)
  • NFS-e emitida e enviada ao motorista automaticamente

Pay Blue é o app de recarga paga. É por ele — ou pelo WhatsApp — que o motorista paga a sessão.

âmbar-e BLUE é outra coisa. É o app do dono do carregador, por Bluetooth, para configurar e administrar o equipamento. Ele não cobra de ninguém e é gratuito. Os dois nomes se parecem e fazem trabalhos diferentes.

Quanto cobrar

Por kWh é a forma que não gera reclamação

Por kWh consumido é a mais justa e a mais fácil de defender: o motorista paga exatamente o que levou. Exige carregador com medição integrada e uma plataforma que registre por usuário.

Valor fixo por sessão é simples, mas penaliza quem carrega pouco. Por hora de conexão parece prático e costuma gerar reclamação: quem levou 5 kWh paga o mesmo que quem levou 25 kWh. Evite.

Referência de mercado

  • Posto público AC~R$ 1,77/kWh
  • Posto público DCR$ 1,95 a R$ 2,50/kWh
  • Tarifa comercial de compraR$ 0,75 a R$ 0,85/kWh

Um estacionamento posicionado em R$ 1,50/kWh fica abaixo de todos os postos públicos e ainda mantém margem. Preços de referência de 2025 e início de 2026 — confira a sua tarifa na fatura antes de fechar o número.

Dimensionamento

Comece com dois e deixe o caminho pronto para quatro

Há um erro que se paga caro nos dois sentidos: instalar de menos e criar fila, ou instalar de mais e imobilizar capital. Se quatro carros elétricos entram em horários diferentes ao longo do dia, dois carregadores atendem os quatro sem ninguém esperar.

E quando os dois carregarem juntos? Dois pontos de 7 kW somam 14,8 kW; seis somam 44 kW. Em galeria ou prédio existente essa capacidade raramente está sobrando. A resposta não é aumentar o padrão de entrada: é balanceamento dinâmico de carga, que distribui a potência disponível entre os carregadores em uso e nunca ultrapassa o limite do circuito.

O balanceamento é local e continua funcionando mesmo sem internet. O painel, os relatórios e o faturamento são recursos de nuvem e precisam de conexão.

Equipamento

Carregadores para estacionamento

Conector Tipo 2 (IEC 62196), compatível com todos os elétricos e híbridos plug-in vendidos no Brasil. Garantia de 12 meses. Homologação ANATEL 01779-25-11541. A âmbar-e não executa a instalação — ela é feita por eletricista qualificado, que emite a ART, e deve seguir a NBR 17019.

Onde já está instalado

Espaço reservado para o cliente real deste segmento.

Entra aqui a foto do ponto instalado, o nome e, se houver, o depoimento — assim que a autorização por escrito do cliente estiver arquivada.

Estacionamentos

Quantos pontos o seu pátio comporta?

Mande a conta de luz, o número de vagas e uma foto do quadro. Devolvemos quantos carregadores cabem hoje, quanto custa a instalação e a projeção de receita com a sua tarifa.

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