O motorista elétrico que mora em apartamento e não consegue instalar carregador em casa tem um problema concreto e caro: depender de posto público custa entre R$ 266 e R$ 375 por mês para quem roda mil quilômetros. Um estacionamento perto do trabalho, com carregador AC, resolve isso por menos — e o carro estaria estacionado ali de qualquer forma.
A vantagem do estacionamento sobre os outros segmentos é o tempo de permanência. Num supermercado o motorista fica de 30 a 45 minutos, o que rende 3 a 5 kWh. Num estacionamento ele fica de 1 a 4 horas, o que rende de 7 a 28 kWh com um carregador de 7 kW. E, diferente de hotel ou restaurante, cobrar é natural: o cliente já está pagando pela vaga.
O guia trata o assunto como decisão de investimento, com as premissas explícitas, e não como tendência.
O que tem dentro
Como funcionam os estacionamentos brasileiros
- Rotativo, mensalista e misto — modelo de cobrança e permanência média de cada um
- Quem é o motorista elétrico que usa estacionamento pago, e o comportamento que importa para você: ele decide onde vai carregar antes de sair de casa
AC contra DC, e por que AC é a escolha certa
- Comparação lado a lado: tempo de carga, custo de equipamento, custo de instalação, exigência de trifásico e retorno típico
- Compatibilidade: AC atende todos os plug-in, DC atende só os BEV — instalar apenas DC fecha o seu ponto para toda a frota híbrida plug-in, que não tem entrada DC
- Por que DC não fecha a conta num estacionamento: o custo, a obra, e um tempo de carga que ninguém usa quando o cliente vai ficar duas horas
- Qual modelo e qual potência escolher, com tempo de carga real de cada um
Modelos de cobrança e precificação
- As três formas de cobrar, e por que a cobrança por kWh consumido é a mais justa e a mais fácil de defender
- Por que cobrar por hora de conexão gera insatisfação
- Posicionamento de preço frente a EZVolt, Tupinambá, Shell Recharge e ao equivalente em etanol
- Tabela de margem por faixa de preço, do custo de energia ao lucro por sessão
ROI e análise financeira
- As premissas de mercado, declaradas e com fonte, para você trocar pelas suas
- Cenário rotativo: investimento, receita, custo de energia, plataforma por carregador, taxa de cartão e payback em três níveis de demanda
- Cenário mensalista corporativo, cobrado pelo consumo real ao fim do mês
Plataforma de gestão
- Pay Blue e âmbar-e Connect: o que cada um faz, para quem serve e quanto custa
- Comparação item a item: identificação do usuário, relatório por usuário, balanceamento dinâmico de carga, gestão remota e formas de pagamento aceitas
- Por que passar de um para o outro não exige trocar o hardware
Instalação e operação
- Quantos carregadores instalar — a conta é o pico simultâneo, não o total de elétricos por dia
- Avaliação elétrica e visita técnica do eletricista parceiro, com projeto e ART
- Cronograma de implantação, etapa por etapa
- Quem faz o quê: o que a âmbar-e fornece, o que fica com o eletricista parceiro e o que fica com você
Como atrair motoristas elétricos
- Onde o motorista procura: Google Maps, PlugShare, grupos de WhatsApp
- Cinco ações de divulgação que custam pouco: Google Business Profile, PlugShare, sinalização da vaga, aviso à base de mensalistas e grupos locais
- A vantagem de quem chega primeiro numa região onde quase ninguém oferece carregamento
Por que o estacionamento ganha: tempo de permanência
| Segmento | Tempo médio | kWh carregados a 7 kW | Cobrança aceita? |
|---|---|---|---|
| Supermercado | 30 a 45 min | 3 a 5 kWh | Difícil |
| Restaurante | 1 a 2 horas | 7 a 14 kWh | Incomum |
| Estacionamento | 1 a 4 horas | 7 a 28 kWh | Natural |
| Hotel | 8 a 12 horas | 56 a 84 kWh | Incluso na diária |
| Condomínio | Durante a noite | 18 a 40 kWh | Rateio condominial |
Um carregador AC de 7 kW entrega cerca de 7 kWh por hora de permanência.
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