Balanceamento dinâmico de carga

Mais carregadores
sobre a mesma entrada

A energia disponível para os carros não é um número fixo — é o que sobra do padrão de entrada depois que o prédio se serve, e isso muda a cada minuto. Medir essa folga é o que separa 4 carregadores de 10.

O problema

O limite quase nunca é o carregador. É o quadro.

Quando um condomínio pergunta quantos carregadores consegue instalar, a conta tradicional soma a potência de placa de cada um e compara com o disjuntor geral. Dimensionado assim, para o pico teórico, o prédio esbarra no limite muito antes de esbarrar na demanda real dos moradores.

A alternativa cara é aumentar a entrada de energia: obra, projeto, prazo com a concessionária e um custo que costuma inviabilizar o projeto inteiro — normalmente para atender a uma carga que só existe algumas horas por noite.

O que o balanceamento estático não enxerga

A folga da madrugada

À noite, quando os carros estão na garagem, é justamente quando o prédio consome menos. Sem medição, essa folga é descartada o ano inteiro.

O resultado

2 a 2,5× mais moradores atendidos, sobre a mesma infraestrutura

A gestão dinâmica de carga multiplica por 2 a 2,5 vezes o número de condôminos atendidos, sobre exatamente a mesma infraestrutura elétrica já orçada. Não há obra adicional, cabo adicional ou aumento de demanda contratada.

Quantos carregadores cabem no seu padrão

Simulação de noites completas com o mesmo motor de rateio que roda no controlador. “Serviço” é a proporção de carros que atinge a meta do morador até a hora de sair.

Disjuntor geralCarregadores a ≥95% de serviçoa ≥99%
50 A32
63 A43
100 A65
150 A108
200 A1311
300 A2016
400 A2622

Regra prática: 15 A por carregador para ≥95% de serviço, 18 A para ≥99%, com piso de 6 A por carro (IEC 61851) e 5 A de margem. O modelo é monofásico no pior caso — todos os carregadores na mesma fase. Na prática as vagas são distribuídas entre as fases e sobra mais, então trate a tabela como piso conservador e não como teto.

Como funciona

Medir, decidir, confirmar

  1. Um medidor no ramal de entrada

    Um medidor lê a corrente que o prédio está puxando agora — elevador, bombas, iluminação, os apartamentos. É a única entrada que o balanceamento estático não tem.

  2. O orçamento é o que sobra

    orçamento = padrão × 0,8 − prédio − margem. À noite, quando os carros estão na garagem, é justamente quando o prédio consome menos — e é essa folga que o controle estático precisa jogar fora o ano inteiro.

  3. Um controlador local, na garagem

    O rateio foi projetado para rodar dentro do condomínio, não na nuvem: se a internet do prédio cair, o balanceamento continua. Se o medidor falhar, o sistema volta sozinho para o orçamento conservador.

  4. Nunca sobe sem confirmar

    Antes de liberar mais corrente para um carro, o controlador espera a medição provar que o outro carro realmente baixou. Somar números no papel não protege disjuntor nenhum.

A divisão em si é simples: o orçamento do instante é repartido em partes iguais, em ampères, entre os carros que estão carregando, e quem não consegue usar a parte que lhe cabe devolve o restante para os outros. O controlador não concede menos de 6 A a ninguém — abaixo disso o carro simplesmente para. Quando não há orçamento para todos acima do piso, os últimos a chegar entram em fila, por ordem de chegada, em vez de todos ficarem num valor em que ninguém carrega.

O que muda na prática

Por que este e não outro

O balanceamento dinâmico não é exclusividade da âmbar-e — outras plataformas oferecem algo com esse nome. O que descrevemos acima é o que a nossa faz: controle local que sobrevive à queda de internet, folga medida em vez de estimada, e nenhuma amarração do condomínio a um operador.

Como dimensionamos o seu prédio

O número de carregadores que aparece na sua proposta sai da capacidade real medida na entrada do prédio, cruzada com o comportamento de uma noite inteira de recargas — não de uma regra de bolso de catálogo. É por isso que ele costuma ser bem maior do que o primeiro palpite de quem divide a energia disponível pela potência de um carregador.

A inteligência fica num controlador instalado no próprio prédio, e não na nuvem. Na prática isso quer dizer que o balanceamento continua funcionando mesmo com a internet fora do ar; relatórios, faturamento e gestão remota é que dependem de conexão.

Antes de especificar

O que você precisa saber

Quais modelos participam

Balanceamento dinâmico exige OCPP: SMART, SMART 4G e PROjá saem de fábrica assim. HOME e PAY saem sem OCPP, e são atualizáveis para OCPP pelo app âmbar-e BLUE porR$ 1.400, uma vez por carregador — feito o upgrade, entram na plataforma e passam a aceitar o mesmo comando de limite de corrente. Carregador de outra marca também participa, desde que fale OCPP 1.6 e aceite esse comando.

O que decide não é o modelo, é a versão de firmware: o carregador precisa estar em ESP0342 e RA0326 ou mais recente para honrar um limite de corrente enviado pela plataforma. O corte é o mesmo para SMART e para PRO — por isso ele é verificado no comissionamento, e não numa tabela de modelos. Equipamento mais antigo se atualiza remotamente.

Norma e concessionária

A ABNT NBR 17019 admite fator de demanda menor que 1 no circuito de distribuição onde há controle de carga. Mas quem decide o valor declarado é a concessionária, e elas divergem entre si —não prometemos que a sua vá aceitar demanda reduzida. Dimensionamos com e sem o benefício para você comparar.

Preço

Quanto custa

Balanceamento dinâmico de carga

R$ 299/mês por prédio

Por prédio, não por carregador. O controlador é um só e mede a entrada inteira, então acrescentar mais um ponto não muda este valor. Cobrado junto do âmbar-e Connect, que é R$ 99 por carregador por mês — R$ 119 se o carregador for de outra marca — e já vem incluso em qualquer carregador alugado.

Upgrade OCPP do HOME e do PAY

R$ 1.400, uma vez por carregador

Comprado dentro do aplicativo âmbar-e BLUE. Depois dele o HOME ou o PAY fala OCPP, entra no Connect e passa a participar do balanceamento e do rateio automático — sem trocar o equipamento e sem visita técnica. SMART, SMART 4G e PRO já saem de fábrica com OCPP e não precisam dele.

Como o balanceamento funciona no dia a dia, como conferir que ele está agindo e o que fazer quando parece errado:manual do balanceamento de carga.

Dimensionamento

Quantos carregadores cabem no seu padrão?

Mande a conta de luz e a planta do quadro. A gente dimensiona e responde com números — quantos pontos hoje, quantos com balanceamento, e o que muda no orçamento da obra.

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