Assembleia e aprovação
Como aprovar
sem reabrir a discussão
A parte difícil de um projeto de recarga em condomínio quase nunca é técnica. É conseguir uma decisão que resista à próxima assembleia — e isso depende de levar os números certos e a pauta certa.
O caminho inteiro
Da primeira pergunta até o primeiro carro carregando
- LevantamentoQuantos moradores têm carro elétrico, qual o disjuntor geral e qual a folga real à noite.Antes de convocar
- Projeto elétricoProjeto da edificação inteira, com estudo de carga global. Feito uma vez, vale para todas as vagas.Engenheiro / ART
- AssembleiaAutorização, quem paga, como a energia será cobrada e o critério para os próximos pedidos.Condomínio
- InstalaçãoExecutada por eletricista credenciado, que emite a ART e entrega o laudo de conformidade.Parceiro instalador
- OperaçãoCada morador carrega identificado e paga o que consumiu na taxa condominial.Mensal
Passo 1
O que levantar antes de convocar
Uma assembleia convocada sem estes números costuma terminar em “vamos estudar melhor”. Com eles, termina em decisão.
- Quantos moradores já têm veículo elétrico ou híbrido plug-in, e quantos pretendem ter
- Qual a corrente do disjuntor geral e qual a folga real medida à noite
- Onde ficam os quadros e qual a distância até as vagas
- Se a garagem tem vagas demarcadas por unidade ou vagas rotativas
- Se o condomínio possui AVCB ou CLCB em vigor
A folga do quadro é a que mais surpreende. À noite, quando os carros estão na garagem, é justamente quando o prédio consome menos — e é essa folga que determina quantos carregadores cabem sem obra.Veja como isso é medido.
Passo 2
O projeto elétrico vem antes da primeira instalação
A tentação é deixar cada morador resolver o seu ponto. Na prática isso não funciona: o segundo e o terceiro pedido chegam num quadro que já foi ocupado sem plano, e alguém acaba dizendo “não dá” a um condômino que tem o mesmo direito do primeiro.
O caminho que se sustenta é um projeto elétrico da edificação inteira, com estudo de carga global, feito uma vez. Depois dele, cada instalação individual é execução — não é decisão nova.
Minas Gerais
IT 30 / CBMMG
A Instrução Técnica 30 do Corpo de Bombeiros de MG (Portaria 84/2026) entra em vigor em 13 de outubro de 2026. Edificações com AVCB ou CLCB em vigor têm até outubro de 2027 para se adequar. Ela exige exatamente isso: projeto da edificação inteira, com estudo de carga, antes de qualquer ponto individual.
Passo 3
O que colocar em pauta
- Autorização para instalar infraestrutura de recarga nas áreas comuns
- Quem paga a infraestrutura: o condomínio, os interessados, ou o fornecedor via locação
- Como a energia será medida e cobrada de cada morador
- Critério para novos pedidos depois do primeiro — para não reabrir a discussão a cada morador
- Responsabilidade técnica: a instalação será feita por profissional com ART/RRT
O quarto item é o que evita a assembleia seguinte. Sem um critério definido, cada novo morador com carro elétrico vira uma nova votação.
Passo 4
Quem paga o quê
O condomínio investe
A infraestrutura e os carregadores entram como benfeitoria da área comum. Melhor quando já há vários interessados e o condomínio tem fundo de obras.
Cada interessado paga o seu ponto
O condomínio autoriza e define o padrão; o morador custeia o seu carregador e a derivação até a vaga. A infraestrutura principal costuma ser rateada entre os aderentes.
Locação — o condomínio não investe
Mensalidade fixa por carregador, com equipamento, plataforma, manutenção e garantia inclusos. Resolve a objeção de quem não tem carro elétrico e não quer pagar por infraestrutura.
Ver como funciona a locação →O que a norma não permite
Quatro coisas que reprovam a instalação
- Tomada comum, adaptador ou extensão — proibidos, mesmo em caráter provisório
- Instalação dentro da unidade privativa quando o carro está em área comum
- Equipamento em rota de fuga
- Ligar o carregador em circuito compartilhado com outra carga
Recarga em condomínio é feita em Modo 3 — equipamento dedicado, circuito exclusivo e proteção própria. A ABNT NBR 17019 trata das instalações elétricas para veículos elétricos e é a referência do projeto; a execução exige responsável técnico com ART ou RRT.
Passo 5
O que fica documentado
Ao final, o condomínio deve ter em mãos: o projeto elétrico da edificação com o estudo de carga, a ART ou RRT do responsável pela execução, e o laudo de conformidade da instalação. É essa documentação que responde ao seguro, ao Corpo de Bombeiros e ao próximo síndico.
A âmbar-e não executa a instalação: ela é feita por eletricistas parceiros credenciados, que emitem a ART. Nós entregamos o equipamento, a plataforma e o dimensionamento — e indicamos o parceiro da sua região.
Assembleia
Precisa dos números para levar à assembleia?
Mande a conta de luz e a planta do quadro. Devolvemos quantos pontos cabem hoje, quantos cabem com balanceamento, e uma estimativa de investimento — no formato que se apresenta em assembleia.